Para tirar o pó…

Gosto de ficar aqui, ao seu lado, ouvindo sua respiração, tomando da tua água, perfumando-me do teu cheiro de amor sonolento, que espera o sol apontar seus primeiros raios na cortina de algodão para enfim suspirar.

Quero sentir teus passos com os pés abaixo dos meus, quero que teus olhos castanhos fechem às janelas que são os meus, quero que a única brisa presente, seja teu respirar… no céu.

(Pablo Emílio de Mattos)

Desejando o melhor sem dizer felicidades

23h45. Dez minutos antes, estava reclamando em pensamentos a falta de mensagens honestas  de quem está longe. É uma coisa estranha, todos desejam o melhor em curtas frases e com o essencial “parabéns”, seguidas do tão batido  ”felicidades”. Nada contra, muitas vezes (90%, chuto eu) são verdadeiras.
Mas o que mais impressiona é essa que chega 15 minutos antes da virada do dia, quando o coração e a mente já decidiam repousar para sentir os ganhos e o rápido passar do dia.
Uma lição de vida em oito linhas que precisam de minutos para poder ler e sentir com todo o carinho necessário. Um título estranho, com inclinações para o censurado, o quase proibido. Por ser tão íntima e personalizada, entendo que seja realmente privada.
Consigo te ouvir. Ouço a saudade, ouço as lições, ouço as risadas enviadas e ouso dizer que nenhuma outra mensagem foi melhor. Essa conversa nas estrelas foi a melhor do dia, foi a melhor de muitas de nossas conversas, mesmo que não seja tão nossa.
Estou aqui, estou feliz e agradeço por tudo. Obrigado, de coração.
Pablo Emílio de Mattos, agora mais velho =P