faz sentido?

Posted by | Posted in Diversos | Posted on 28-01-2010


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Correnteza

Posted by | Posted in Conto | Posted on 14-01-2010

É como se uma onda fosse me atingir pelas costas em uma praia de água tão azul quanto o céu dos filmes infantis. A areia, de tão clara, faz meus olhos se apertarem buscando um foco confortável o suficiente para conseguir identificar os pontos coloridos que me instigam. A água, salgada, bate na ferida do antebraço direito que insiste em arder, mesmo após um dia. No fundo, as algas parecem mãos a me agarrar os pés que insistem em ficar. Aumento a força, começo a caminhar: quanto mais ando, mais água eu vejo. Quanto mais percebo, mais estou a afundar.

Escuto vozes e não consigo entender. Parecem ser de uma língua desconhecida. Afinal, o que está acontecendo? O constante som do mar já não me deixa ouvir bem o mundo lá fora, as algas -junto a meus pés- estão cada vez mais fundas e o sal da água parece ter entrado em minha corrente sangüínea, queimando meu braço cada vez mais. Não sei se o choro que escorre pelo meu rosto adianta algo, mas prova que estou desesperado por dentro por mais que não consiga me  debater e ter força o suficiente para sair daqui.

Todas as ações me levaram a esse estado e já nem posso mais nadar,

agora só preciso prender a respiração e seguir para onde essa correnteza me levar.

Pablo Emílio de Mattos

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querer

Posted by | Posted in Devaneios, Fragmentos | Posted on 12-01-2010

Quero teu sorriso, tuas covas se formando. Depois aquele abraço, sentir seu cheirinho sempre delicioso, poder te cercar com meus braços e o melhor, sentir você me proteger com os seus. Beijar sua boca bem devagar, sentir seus lábios quentes e seu sorriso sutil que se forma sempre que eu mordo a ponta da tua boca.

Quero seus olhos fechados esperando o que eu guardo pra te entregar: amor.


Pablo Emílio de Mattos

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[dentro de mim]

Posted by | Posted in Conto, Fragmentos | Posted on 11-01-2010

A saudade não tem hora mesmo pra chegar. Estava eu, parado, sentindo o mundo atuar ao meu redor enquanto você insistia em dançar dentro de mim. Seu corpo que se movia lentamente dentro do meu peito, em silêncio. Como pode dançar sem som? Que ritmo (per)segue assim? Teus lisos cabelos morenos estão perfeitamente atrasados com teus passos e se movem em frações de segundos atrás de ti, tenho certeza que teus olhos os atraem.
Teus olhos, bailarinos castanhos procurando por sentido, por amor… Janelas d’alma é clichê demais para eles, eternos brilhantes e encantadores olhos. Fazem dançar junto de ti, entrar no seu ritmo, criar música onde não existe som algum.
Faz-me acender um holofote acima de ti, para que possa mostrar ainda mais a tua beleza para mim, tornando o meu peito, uma sinfonia de desejos.
Morena, a saudade é um vício que me persegue e que insisto em querer matar em teus olhos, insisto em matar em teu rosto, sua boca. A saudade faz-te dançar dentro de mim, me arrancar do mundo como em um sonho bom.Seus passos, seus fios de cabelo, seus olhos fazem criar vida, em mim.

Desejo que dance sempre [dentro de mim].

Pablo Emílio de Mattos

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