querer

Posted by | Posted in Devaneios, Fragmentos | Posted on 12-01-2010

Quero teu sorriso, tuas covas se formando. Depois aquele abraço, sentir seu cheirinho sempre delicioso, poder te cercar com meus braços e o melhor, sentir você me proteger com os seus. Beijar sua boca bem devagar, sentir seus lábios quentes e seu sorriso sutil que se forma sempre que eu mordo a ponta da tua boca.

Quero seus olhos fechados esperando o que eu guardo pra te entregar: amor.


Pablo Emílio de Mattos

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Não adianta

Posted by | Posted in Conto, Devaneios | Posted on 15-01-2009

De nada vale rezar e pedir aquele gostinho bom de novo amor ou chocolate quente confortando no frio. Nada vai trazer o primeiro olhar, o primeiro gole e, mesmo se deus resolvesse nos surpreender empiricamente, o que sobraria ainda seria a saudade do segundo primeiro olhar e do segundo gole confortante.

Pensar em normas para reconstruir 3% de uma relação que pode ter sido boa em algum sentido, só nos torna menos vivos, pensando no chão pisado, enquanto andamos com medo o suficiente para apenas olhar para baixo fitando pedras e desníveis que possam no máximo, fazer os nossos joelhos falhos ralarem e arderem por 5 minutos. Basta a vida para fazer arder por dentro; os medos e normas, fazem-nos olhar pro chão e perder aquilo que devíamos agradecer todos os dias: o céu, seja ele nublado ou azul, como nos sonhos e desenhos infantis. Talvez precisamos de mais cor, mais sangue arterial, mais cérebro descansado, menos deus, menos chão…
Pablo Emílio de Mattos

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Boa Noite…

Posted by | Posted in Devaneios | Posted on 03-01-2009

Aspire a literatura que entra em minhas narinas sem pedir permissão pra entrar e  expire versos que jamais queriam ficar.

velhos rancorosos, a literatura se renova,

renovem-se. Carpe diem, vermes.

Pablo Emílio de Mattos

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Reconhecimento

Posted by | Posted in Devaneios | Posted on 17-12-2008

Já disseram que todas as vezes que eu mentia, forçava o canto direito da boca. Já me disseram que na vida, os meus atos regarão os próximos até o momento em que não haverá mais flores para germinar. Tudo isso eu descartei como quem não quer saber mais de verdades jogadas na cara.

Basta não ligar para o fato de mentir, que a boca não será forçada para o canto, basta não ligar para as flores que podem germinar ou para o jardim que um ser imperfeito qualquer pode construir. Eu não sou deus, eu não acredito em nenhum deus, não viverei percebendo -ou querendo perceber- os atos como um ciclo evolutivo. Os meus atos não são os únicos participantes desse ciclo e, mesmo se fossem, eu sei que uma hora esses ciclos se desfazem. A pressão exercida pelas forças da vida contra as minhas próprias forças, fariam os nós cada vez mais atados, tornando-se, cada vez mais, duros e de difícil solução.

Evolução é saber se reconhecer diante o espelho, ou reconhecer-se em outro corpo. Hoje, definitivamente, monto meu jardim com meus corpos, minhas idéias, alter-egos e flores murchas.

Carpe diemad infinitum.

Pablo Emílio de Mattos

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nada (de)mais

Posted by | Posted in Conto, Devaneios | Posted on 13-10-2008

Como se já não bastasse todos os sonhos e gritos assustados das noites frias, vem essa dor, essa agonia que faz o corpo tremer, o estômago doer e o peito acelerar. Batendo cada vez mais forte, rasgando o que sinto e me levando pra outra realidade, mais obscura e com sentido. Daquelas que eu sei que a dor é a dor, e as lágrimas são justas; eu sinto as pernas fraquejarem e, mesmo caindo de joelhos no chão frio, sei o quanto aquela dor corresponde ao que está ali, sorrindo pra mim, correndo ao meu redor, caindo e dilacerando-se em minha frente, na escuridão.
O som já não faz mais sentido, os altos decibéis da música que antes tocava para me ajudar, soam como sussuros secos. Tanto faz se as luzes piscam e, na tela, as cores alternam seus nomes. Mudam as cores da máscaras, mas as lágrimas que escorrem pelo rosto, permanecem sem cor, frias e salgadas.
Não importa mais o penar alheio, não importa mais o comportamento. Tentar agradar, estender um sorriso e receber um olhar negativo já não me faz mais ver sentido em insistir. Em manhãs frias, prefiro ser o que devo ser e que já é natural em mim: um alguém que constrói pontes para, quando necessário, poder se orgulhar apenas de sua obra, de sua vida. Mesmo que seja desprezada pelos conscientes e suas felicidades conformadas, sei que minha obra não balançará, os pilares estão firmados e ninguém poderá reclamar.
Desprezem o que tenho de mais valioso que eu respondo com o meu esforço, recusem a minha cordialidade que responderei com a minha sombra cada vez mais distante. Considero o que é bom, o que me faz bem e não vou esconder o meu quarto vazio e intimista. Não sinto vergonha de ser quem eu lutei pra me tornar. Agora, como sempre foi, é segurar firme as rédeas e decidir para que lado cavalgar, montado em sonhos e tentativas de ser auto-suficiente, e nada mais.

(Pablo Emílio) cavalgando

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Desejo

Posted by | Posted in Devaneios | Posted on 09-10-2008

O desejo pode consumir quase tudo. Seja fumar, comer ou, até mesmo, parar para emagrecer. Tudo pode crescer e engolir parte de nossas vidas aos poucos.

O medo que sinto de poder sucumbir a qualquer uma dessas vontades maléficas, me faz querer fechar os olhos e pensar. Descobrir uma solução que dê razão para não me viciar em qualquer coisa ruim.

Quero apenas seguir e poder tragar as angústias de muitos depois expirar meus resultados e deixar de fora qualquer dor de um ato mal pensado.

Insisto em desejar?

(Pablo Emílio)desejando

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nada.

Posted by | Posted in Conto, Devaneios, Ufa! | Posted on 05-09-2008

Não aguento mais tanta ociosidade. Preciso fazer algo agora. Não vou sair com as minhas amigas, porque no fundo, elas só querem se sentir realizadas profissionalmente e sexualmente (não necessariamente nessa ordem), mas agora não estou nem aí pra elas e seus papos descolados que me faziam sempre apagar meu cigarro em prol do meu pulmão, da minha boca e garganta. Dane-se, prefiro fumar e ficar aliviada, do que ser mais uma entravada nesse mundo sufocante. Vou respirar do meu modo, vou continuar com a minha voz grave e rouca. Tanto faz se é pouco normal, afinal, uma vez me disseram que era sexy. Mas tanto faz ser sexy também, de que importa a voz, se o meu luxo é outro? Prefiro botar a minha bunda nesse sofá – que já está rasgando no encosto do braço – e escrever a noite toda, com meus refrigerantes light, as minhas cervejas caras e minha apatia ao mundo. Read the rest of this entry »

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Vai, saudade…

Posted by | Posted in Conto, Devaneios | Posted on 23-07-2008

Poucas forças no mundo fazem alguém reagir. Uma delas é a saudade. Estranha, meio triste e satisfatória ao sentir. Significado e significante, para quem sabe observar.
Sofro eternamente de saudade. Dos bons tempos que (nunca) tive, das (boas) risadas que dei, dos ótimos abraços (que recebi e dos finais saciadores) que tive a sorte de escrever. A saudade hoje me leva a caminhos impensáveis, seja em uma UTI, posta em uma cama pouco aconchegante, ou em um aeroporto em que todos os aviões não embarcam e decolam por mim. A saudade anulou as minhas pernas e objetivou a minha vontade de permanecer aqui, em sombra, pisando em tacos de madeira que tendem a congelar os meus pés brancos. Mas a saudade também me orgulha, me humaniza a cada dia, a cada lágrima de alegria ou tristeza, a saudade faz o corpo levantar e caminhar mesmo que a mente tenha medo de abrir portas e encarar as intermináveis ruas.

Saudade, cruze teus braços, firme as tuas pernas porque as minhas estão em ação, meus olhos não vão se fechar enquanto você não demonstrar todo seu sorriso, toda a sua cura. Não cravo palavras em teu peito, não busco o seu espaço, apenas espero compreensão e saudosismo de quem fica. Saudade, estou aqui.

(Pablo Emílio) de Mattos

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pensamento (im)próprio

Posted by | Posted in Devaneios | Posted on 22-07-2008

nenhum sentimento é ruim, nenhum coração é cruel,
chegará ao fim da estrada, se você souber o que fazer com ele(s)

(Pablo Emílio) de Mattos

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Muito pouco.

Posted by | Posted in Devaneios | Posted on 17-07-2008

Uma dose de irrelevância
É um gole de insegurança

Faça as contas.

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