Sinto falta daqueles versos bobos e infantis que escrevia. Todos buscando uma rima fácil, um acorde punk e um teor de amor inestimável. Sinto falta da poesia que me assustava, os versos fortes, gritados como em um hardcore que me faziam sentir raiva de quem os escreveu. Sinto falta daquelas poucas palavras que me acalmavam, dos bancos, dos gramados, de toda a síntese guardada em uma amizade fugaz, ou em um amor tenaz que percorria minha corrente sangüínea a procura de consagração pessoal e sexual.
Talvez a falta que bate em mim, não seja tão grande para ser chamada de nostalgia, talvez o sono que eu perco pensando nos tempos que passaram, não é nada mais que uma tentativa de poder lembrar mais do próprio passado, apagado em versos, apagado nas palavras e, simbólicamente, apagado na vida. Talvez a minha fome não seja pelos pratos que comi, seu conteúdo, seu peso, mas sim pelas sensações que ele me causou como seu cheiro, sua temperatura, seu gosto descendo amargo por dentro de mim.
A fome não é por passado, é por reconhecimento e (cada vez mais) admiração.
Pablo Emílio de Mattos
- faminto por realização.
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Viva a literatura na internet.

A fome aperta tanto que eu já nem sinto: ignoro.
E não é falta que bate em mim. Falta bater.
Mate quem te mata.
“A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte”
^^
Em busca da razão,
Meio a muitas emboscadas,
Remediado contra a ilusão,
Encontrei os valores…
Procurando bom ventos, terra firme.
Encontrei a minha própria alma,
submersa na procura eterna.
Sublime.
“Não sou um poeta, apenas tento encontrar-me em meus versos”…. Boa Pablito.
Crescemos…. evoluimos… e quando sentimos falta do que eramos, é porque temos certeza de que sempre fizemos o melhor podiamos…..
Parabéns Pablo! Tudo que escreveu é muito lindo meu amigo, escreve com a alma, isso é intransferível.