Postado porPablo Emílio | Conto, Devaneios | Em 15-01-2009
De nada vale rezar e pedir aquele gostinho bom de novo amor ou chocolate quente confortando no frio. Nada vai trazer o primeiro olhar, o primeiro gole e, mesmo se deus resolvesse nos surpreender empiricamente, o que sobraria ainda seria a saudade do segundo primeiro olhar e do segundo gole confortante.
Pensar em normas para reconstruir 3% de uma relação que pode ter sido boa em algum sentido, só nos torna menos vivos, pensando no chão pisado, enquanto andamos com medo o suficiente para apenas olhar para baixo fitando pedras e desníveis que possam no máximo, fazer os nossos joelhos falhos ralarem e arderem por 5 minutos. Basta a vida para fazer arder por dentro; os medos e normas, fazem-nos olhar pro chão e perder aquilo que devíamos agradecer todos os dias: o céu, seja ele nublado ou azul, como nos sonhos e desenhos infantis. Talvez precisamos de mais cor, mais sangue arterial, mais cérebro descansado, menos deus, menos chão…
Pablo Emílio de Mattos
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Viva a literatura na internet.
Talvez, se respirar mais fundo…