Novo.

Postado por | Aviso, Poesia | Em 16-05-2009

Essas ondas de renovações me atingiram e a vítima foi esse fraco blog. Como podem ver, a tendência aqui agora é menos fru-fru e mais texto. Novidade mesmo é o sistema de comentários, que tá mais interativo e o sistema de busca que eu deixei de boicotar dessa vez. Resolvi deixar tudo aqui, mas agora quem busca são vocês, usuários. Nada de sugestões de posts, nada de categorias, tags rodando, nada… O lance aqui é literatura.

Pra combater a falta de fru-frus, tem muito conteúdo legal chegando, preparem as idéias.

Abraços

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o beijo

Postado por | Comunicação | Em 03-05-2009

O beijo é uma conversa, se você não sabe falar (nem mesmo sozinho), desculpa amigo… você não sabe beijar!

Beijar bem não é apenas uma questão de ter uma boca quente, macia, carnuda ou fina, é necessário se expressar, é necessário saber construir o beijo assim como é construído um texto: com ritmo, com boas ações, com o timing da situação que não vem de você, virá sempre (repito: SEMPRE) do parceiro(a).
Quando eu falar que é uma conversa, esqueça os debates, lembre-se da arte da dialética mas não leve ao pé da letra, por favor. Lembre-se dos sussuros mais doces, das vozes que vieram até perto dos seus tímpanos e tornaram sílabas em seda, acentos em devaneios que arrepiam, elevam a alma e o bem querer torna-se querer muito e bem. E nessa dialética dos sussuros, o barulho externo já pouco importa, um escuta o outro por dentro, sentindo o calor dos lábios, a emoção posta através do movimento das línguas é sábio, é honesto e consegue trazer toda emoção e sentimentos para aquele beijo, deixando passar desapercebido os carros ao redor, os aviões que sobrevoam destino ao aeroporto mais próximo. As luzes tornam-se desnecessárias, o beijo comove e cria um holofote por dentro de nós, iluminando apenas o que existe de bom para o momento. Não basta saber andar, falar ou ser romântico, amigo. É preciso saber beijar e entender que a síntese mais perfeita do amor é o beijo.

(Pablo Emílio de Mattos)

Inspirado no melhor beijo do mundo. O da minha Luna, é claro.

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Contratempos

Postado por | Conto | Em 17-04-2009

Na seguida e decadente descida do mundo, sigo minha vida, passo após passo, pensando não apenas em não pisar nos próprios cadarços, mas também seguir sem pisar em cadarços ou correntes alheias. Tudo tem sido assim, contratempos de decisões, contra tempos em que era costumeiro demais falhar e ver o chão de perto.

(Pablo Emílio de Mattos)

adoro fragmentos… e vocês?

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Sem Título, Com Romance

Postado por | Fragmentos | Em 16-04-2009

Engraçado sonhar com vc, curioso estar em uma praia deserta e ver que você está deitada sobre meu peito, contando o quanto ele não sabe bater certo e o quanto você adora aquilo tudo; o cenário, a água gelada que em restos de ondas, marolas, resfriam os nossos pés que a cada banho afundam pouco mais. Mas nosso estado reverte toda a situação, estamos bem, nos beijando em intervalos de 2 minutos, sentindo os lábios quentes, as mãos acariciando as almas (que antes pareciam não existir) que coexistem para sentir, gostar e, quem sabe, amar.
Não entendo porque cantamos hometown glory, talvez porque seja linda, porque seja cantada de forma tão verdadeira e emocionante… e naquele momento tua voz estava linda, completa, cada tom me arrepiava, a Adele sumia da imaginação, a música sumia, o que reverberava em mim era você, sua eterna presença em mim, seu jeito gostoso de me beijar, seu olhar…
Agora não quero nada além de você me beijando… hometown glory, praia deserta, peito acelerado são do mundo, você é o sonho que, por tudo, quero (continuar a) realizar.

M.

(Pablo Emílio de Mattos)

Fragmento.

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(des)conversa de um amor que salva e dói

Postado por | Conversas | Em 09-04-2009

sobre o que era a sua carta?

ah, eu falava de que até meus compositores preferidos, de cartola à tom jobim falavam do amor
mas do amor que dói,
desse que rasga a gente por dentro!
já reparou que as músicas mais bonitas não falam do amor sereno,
do amor tranquilo?

amor é sempre assim, o resto é ilusão

que traz paz?
não sei se é sempre assim
tem quem ame em paz

ninguém está em paz sempre

mas o que inspira as músicas mais bonitas que já ouvi… essas são movidas pelo amor que dói

e o melhor do amor, é esse lance
essa dor

a gente, às vezes, tem algo que traz paz, né?!

essa angústia, esse alívio após uma tristeza qualquer
é isso que faz viver

mas ser humano é bicho estranho
vai atrás do vendaval

somos um lixo, por isso é sempre assim
se fossemos deuses, era só amor de paz
só flores de plástico

é…
eu falava mais ou menos disso,
mas parei e rasguei a carta.

(eu e mais alguém)

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Round My Hometown

Postado por | Conto | Em 01-03-2009

Primeira nota:

Um corpo, uma só fonte de calor e a certeza do destino. Nada se contrai mais em palavras e expressões internas do que ele a cruzar (subterrâneamente) a avenida que liga duas asas, sem destino, viradas para um rumo sem sentido de se ter como rumo. Os pés pretos caminham em passos curtos e rápidos em busca do destino seguro, e em seu caminho, reconhecem vários andares, vários modos de se chegar a um ponto crucial, de se deixar levar a carteira e o que tem para manter um hálito saudável. Altoids no bolso, Tottenham no ouvido e a breve sensação de ser maior do que deveria.

A desenvoltura do desenvolvimento:

As preocupações na cabeça, a chatisse absurda de querer gritar, de querer brigar, de querer ser o refúgio único para um só alguém. O olhar aponta para os homens que lavam a escada às 22:47 sem pretensões instantâneas. Era apenas aquilo, lavar as escadas do metrô enquanto eu passo em conflito interno, com as mãos tremendo esperando pelo calor habitual do lar que não quero ficar até o meu momento derradeiro.
Eles lavam as escadas cantando sobre a Lapa e eu as subo gritando pra dentro como Tottenham é bonita e como eu queria explodir sem ninguém notar; explodir e me posicionar em cada constelação, em cada estrela, para que os  romancistas conflituosos, como eu, possam olhar e sentir-se um pouco mais aliviados. E nisso tudo, eles lavam as escadas…

O último acorde:

Em destino final, acrescento-me a idéia de que posso ser sim maior, mesmo com minhas angústias e meus pesares extremamente pesados (desculpe). Agora só resta saber se toda guerra que explode em mim resulta em romances divididos por três partes ridículas, ou se enquanto eu explodo em amor, ciúme, raiva, tristeza, alegria e satisfação, aqueles malditos continuam a lavar as escadas.

deus, seja mais humano e menos medíocre retirando os degraus, ou fazendo com que eu assuma a posição de lavar os degraus às 10 da noite.

(Pablo Emílio de Mattos) assumindo o cargo de maldito

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FOME

Postado por | Conto | Em 09-02-2009

Sinto falta daqueles versos bobos e infantis que escrevia. Todos buscando uma rima fácil, um acorde punk e um teor de amor inestimável. Sinto falta da poesia que me assustava, os versos fortes, gritados como em um hardcore que me faziam sentir raiva de quem os escreveu. Sinto falta daquelas poucas palavras que me acalmavam, dos bancos, dos gramados, de toda a síntese guardada em uma amizade fugaz, ou em um amor tenaz que percorria minha corrente sangüínea a procura de consagração pessoal e sexual.
Talvez a falta que bate em mim, não seja tão grande para ser chamada de nostalgia, talvez o sono que eu perco pensando nos tempos que passaram, não é nada mais que uma tentativa de poder lembrar mais do próprio passado, apagado em versos, apagado nas palavras e, simbólicamente, apagado na vida. Talvez a minha fome não seja pelos pratos que comi, seu conteúdo, seu peso, mas sim pelas sensações que ele me causou como seu cheiro, sua temperatura, seu gosto descendo amargo por dentro de mim.
A fome não é por passado, é por reconhecimento e (cada vez mais) admiração.

Pablo Emílio de Mattos

- faminto por realização.

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Devaneio Cotidiano

Postado por | Conto | Em 02-02-2009

Céu cinza e a bela impressão de que o mundo já ficou pra trás, tecnológica e socialmente. Nada parece comprometer mais o vôo do que os prédios e arranha-céus que crescem à medida em que o pássaro de ferro desce, os carrinhos tornam-se carrões, quisera eu também que as pequenas pessoas cresçam, tornando-se do tamanho de seus sonhos e ambições, mas não importa, basta que as garras finquem o chão e que eu possa mostrar aos prédios que eles são os gigantes e eu sou o pequeno, mantenedor de segredos, devaneios e sonhos. Hoje já não sabem o que vale mais, uma multidão unida, uma dupla de artistas, um único sonho ou uma única força?  E nesse pensamento sigo pelas ruas, prudente e indiscreto, encarando os falsos gigantes como eu, cara-a-cara, sem pensar se os meus sonhos e desejos são maiores do que o dos meus companheiros de castigo.
Caminho passo-a-passo, pensando como (pros)seguir, em que esquinas virar, se piso ou não em um desnível para firmar mais o pé, controlado por uma mente insegura que reconhece um lugar, mas não conhece a metade do mesmo e com isso, passa a duvidar sobre sua própria localização.
Após passos, despesas e acertos, encontro-me em um quarto. Conforto para dois, caixa mágica brilhando e emitindo sons, água quente para cessar o frio causado pela máquina que expira gelo e que não liga para seu estado emocional. Tudo ali, em seu devido lugar, esperando por ações valiosas e ações que, apesar de não parecerem, também são valiosas. Pedir um pouco mais de conforto exigirá algo que talvez faça falta, nessa necessidade, sigo quieto, calmo, constante e deitado, olhando para o teto e pensando o que seria de mim se estivesse em outro lugar agora, com um abraço, um beijo ou  com um roxo na cara, de tanto julgar verdades e (estupidamente) recolher conseqüências das quais eu já não deveria mais me preocupar.
Não que o ambiente não seja confortante, é tudo uma questão de carma, acredita? Eu sim, e olho para as quatro paredes claras, secas e frias a procura de respostas para as perguntas que eu já nem sei formular com a mesma clareza que evito que invada pelos olhos do ambiente, mantendo suas pálpebras fechadas, evitando raios alheios e nocivos.
Aos poucos adormeço, no meu breve conforto, escutando vozes e suspiros internos, trazendo notas e melodias para meu apreço… só vejo as notas se acalmarem quando resolvo olhar para fora de mim e, resolvendo expulsar os demônios que -aos poucos- tentavam acalmar o meu espírito bom, com devaneios religiosos e palavras de consagração num quebra cabeça sem encaixes funcionais.
Assim segue minha noite, o bem revelando o mau e relevando o que procura se manter são o suficiente para que eu permaneça reconhecível, em sintonia com o temporal de emoções que eu mesmo posso provocar.

Pablo Emílio de Mattos

Alguém viu o Goethe por aí? o.O

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Não adianta

Postado por | Conto, Devaneios | Em 15-01-2009

De nada vale rezar e pedir aquele gostinho bom de novo amor ou chocolate quente confortando no frio. Nada vai trazer o primeiro olhar, o primeiro gole e, mesmo se deus resolvesse nos surpreender empiricamente, o que sobraria ainda seria a saudade do segundo primeiro olhar e do segundo gole confortante.

Pensar em normas para reconstruir 3% de uma relação que pode ter sido boa em algum sentido, só nos torna menos vivos, pensando no chão pisado, enquanto andamos com medo o suficiente para apenas olhar para baixo fitando pedras e desníveis que possam no máximo, fazer os nossos joelhos falhos ralarem e arderem por 5 minutos. Basta a vida para fazer arder por dentro; os medos e normas, fazem-nos olhar pro chão e perder aquilo que devíamos agradecer todos os dias: o céu, seja ele nublado ou azul, como nos sonhos e desenhos infantis. Talvez precisamos de mais cor, mais sangue arterial, mais cérebro descansado, menos deus, menos chão…
Pablo Emílio de Mattos

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Outro passo

Postado por | Aviso, Comunicação | Em 03-01-2009

Meu outro passo, nesse momento, tem sido o projeto que levo com a Thais de Luna (minha namorada), no site Escribas.

A proposta do site é simples e direta: dois estudantes de jornalismo, expondo seu trabalho na internet. Mas se você pensa que é qualquer trabalho,é melhor ir conferir.

Conto com vocês, valeu! =)

Pablo Emílio de Mattos

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