O mundo com uma única régua
Posted by | Posted in Fala sério! | Posted on 15-04-2008
Este post é simples, a questão é a aceitação e a recusa de muitos sobre assuntos diversos.
“Tá, mas e o mundo? Cadê a régua?”
Está exatamente dentro de nós. A régua é a nossa visão e postura diante de algum fato/opinião. O mundo, todos nós conhecemos.
Constantemente me deparo sobre questões do tipo: “você não escuta Bach? Que tipo de país é esse que entoa o “créu“, mas não conhece e sabe entoar alguma obra de Bach?”
A resposta é simples e se arrasta em fontes que conhecemos a muito tempo: existe a cultura popular e a mais restrita e/ou elitizada. Como podemos exigir tanto de um país que passa fome, que morre de dengue, AIDS e outras coisas a mais, sem pensar mais a fundo? A cultura é e sempre foi segregada e todos nós sabemos, mas por que tratá-la de forma tão superficial? Por que medir tudo sempre com a mesma própria régua? A noção de querer algo superior, de achar que ter a oportunidade de escutar Bach e decorar os nomes de suas sinfonias é algo comum pra todos, é um erro.
Pouco se aprende ouvindo o “créu”? Pouco se aprende ouvindo Bach?
Não boto no mesmo barco, mas tenho plena convicção de que, seja lá qual for a música, ela te oferece algo em troca. Se algo não vale a pena, é preciso mostrar o porque e proporcionar outras alternativas para que se beba em uma fonte de cultura menos acessível.
Esse é um breve relato de alguém que também não teve algumas oportunidades, que ouviu Bach por muito tempo na sua criação, ouve o créu por muito tempo (viva à mídia), mas que sabe da existência de outras réguas. Que o escape seja o funk carioca, Bach, ou qualquer outro, mas que impere o respeito a expressão cultural.
Aprender a ouvir, respeitar e reconhecer, é ter tudo isso de volta pra você. Até a próxima…
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Viva a literatura na internet.
