Poesia de segunda [1]
Posted by | Posted in Poesia | Posted on 14-04-2008
Vida de Poeta
Certa vez, me perguntaram sobre a minha vida,
Engraçado não foi a pergunta
E sim, a resposta poética…
Vida? Poeta não vive, poeta sobrevive
Atua no mundo cão
Em dias de glória descreve,
O que nos dias de azar, não lhe veio a visão
Poeta caminha, com seu passo leve
E seu pequeno penar
Com os braços abertos, recebe
O que ninguém quer abraçar
Poeta é camarada
A vida o fez assim
Depois de uma ou outra rabiscada,
Consegue uma rima até para querubim
Poeta é boêmio
E não importa se é do Rio
Se gosta de “bossa”
Pois em cada suspiro sai uma palavra nova.
E não pense que a vida é bela
Que com palavras, fugimos dela
Simplesmente, criamos outro mundo
Com os versos que vem lá do âmago, do fundo.
Poeta vive o sonho que cria
É imortal
Sua vida, não é parada
É emotiva, é intercontinental
Quando precisar,
Inicie a sua viagem
Verá que usando a sua emoção
Terá sempre uma passagem
Seja livre, solte sua imaginação
E se um dia perguntarem da sua vida de poeta,
Chore ou dê um sorriso,
Pode até ser impreciso
Pois a poesia, deixa a vida mais completa.
(Pablo Emílio de Mattos)
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